Villa-Lobos: da vaia à carreira internacional
Compositor, maestro e instrumentista carioca de renome
internacional, Villa-Lobos combinava música popular e erudita em um período em
que a sociedade desprezava a cultura de rua. Entre tantas outras proezas,
quando o padrão é a música estrangeira, ele imprimiu o estilo brasileiro em sua
obra.
Heitor Villa-Lobos nasceu no Rio de Janeiro em 5 de março de
1887, próximo a Laranjeiras, no sul do Rio de Janeiro. Ele era filho de um músico
amador e foi incentivado a tocar desde criança. Autodidata, aos seis anos compôs
sua primeira canção para violão a partir de canções de roda. Heitor aprendeu a
dominar violão e violoncelo com a ajuda de seu pai. Em seguida, vieram o
clarinete, o saxofone e o piano. Heitor tentou de tudo e começou a compor aos
seis anos. Quando ele e o pai foram para a casa de Alberto Brandão, ele começou
a entender o ritmo do Nordeste, onde os cantores nordestinos se reuniam. Em
1907, aos 20 anos, compôs Os Cantos Sertanejos, obra de uma pequena orquestra.
Villa-Lobos se sustentava apresentando-se em teatros e cinemas do Rio de
Janeiro, e depois só realizou alguns recitais com obra própria.
Quando se apresentou na Semana de Arte Moderna (de paletó e
chinelo, imagina esse tipo de fantasia?). O músico estava com os pés inchados porque estava sofrendo de um ataque de ácido úrico. O compositor foi vaiado porque suas
obras mesclavam ritmos folclóricos e clássicos da música.
Como único representante da indústria musical da Semana de
Arte Moderna, Heitor Villa-Lobos pode ser o maior mestre e erudito compositor
da história do nosso país.
A verdade é que a apresentação ajuda a divulgar o Heitor internacionalmente.
O próprio compositor se sente mais reconhecido no exterior do que em casa.
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